12 março 2014

Terror Noturno. Você já ouviu falar?

Não podia deixar de postar sobre esse assunto, ainda mais agora que tenho quase certeza de que a Beatriz sofre com esse distúrbio frequentemente.

Pesquisamos muito a respeito, pois as crises são apavorantes e os médicos dizem que é normal, que tem que esperar, pois com o tempo as crises diminuem. Mas na prática é impossível ignorar a crise.

Vou contar como tudo começou:

A Beatriz nunca foi de ter noites ótimas de sono, desde que nasceu. Até completar 1 ano e meio quase dava pra contar nos dedos as noites inteiras de sono. Mas nessa época as acordadas eram porque ela queria mamar, receber aconchego. Então de repente as acordadas começaram a ficar diferentes: ela sentava ou ficava em pé no berço e começava a gritar muito, um grito de pavor, diferentemente de um grito de dor, de tristeza, de manha. Junto com os gritos ela se jogava na cama, se arranhava o rosto, se mordia e puxava os cabelos, suando muito e com o coração disparado.
No início pensávamos que era o terrible two, manha, falta do peito... mas era tudo muito intenso pra ser só isso.
Então, sem saber direito o que estava acontecendo íamos convivendo com as crises, às vezes 1 hora após ela pegar no sono, às vezes no meio da madrugada e outras de manhã cedo. A nossa primeira ação é sempre acender a luz, conversar, acalmar com palavras e depois pegar no colo. NADA disso adianta. A criança parece que está acordada, aos olhos de um leigo, pois está de olhos abertos na maioria das vezes, mas o fato é que ela está dormindo e não tem noção do que está acontecendo. De olhos abertos, olhando pro nada, parece não nos reconhecer e se a pegamos no colo ela se debate ainda mais, chuta, arranha. Mas sempre precisamos pegar no colo e imobilizar os braços, pois ela se machuca muito se deixamos livre, infelizmente.
As crises por aqui duram bastante. Já cheguei a ficar segurando ela por quase meia hora nessa situação. Quase choro junto, tamanho é o desespero dela. 
E as crises terminam de repente, do nada, e ela age como se nada tivesse acontecido.

Aí, analisando cada crise, horários em que acontecem, situações pelas quais ela passou durante o dia, quase podemos concluir que:
- se ela tiver um dia ou noite muito estressante ou excitante é bem provável que tenha crise de madrugada.
- se ela chorar (se estressar) durante o banho também é bem provável que tenha a crise. E o pior é que ela não gosta muito de tomar banho e pra que ela não chore tem que sempre inventar alguma coisa diferente, como por exemplo um banho de espuma, um local diferente da casa pra tomar o banho, uma pessoa diferente pra dar o banho...

E aí, alguém já passou ou ainda passa por isso? Por favor, divida sua experiência comigo.

Pra saber mais sobre o Terror Noturno Infantil clique AQUI.


7 comentários:

Leny Alves disse...

Nossa eu passei por algo parecido, bem mais leve mas me deixou assustada. Minha bb acordou algumas vezes, acho que foram umas quatro vezes e isso sempre de madrugada gritando desesperada, e ela olhava para a parede e gritava muito como se visse algo e também quando me olhava.O que fiz foi dar água e depois orar pedindo a Deus pra tirar o Medo . É horrível, espero não acontecer mais...acho que devem ser pesadelos, eu nunca tinha escutado sobre o terror noturno, vou ler sobre isso.
Sempre depois de pedir a Deus e as vezes falar bem baixinho no ouvido dela o salmos 91 ela se acama e dorme novamente.
Cada coisa né, só Deus...
Bjs

Leny Alves disse...

Acabei de ler o link e gostei de saber mais sobre isso pois me assustou muito...

Bibi Ribeiro disse...

Cintya,
Lendo teu post me deparo com uma situação que ocorreu lá em casa essa semana. Não tão extrema assim. Um pouco mais leve, mas foi algo meio parecido e diferente do que sempre acontece. Dei a culpa na adaptação da nova turma na escola. e pode ser sim. Mas vou ficar mais atenta. Perceber sintomas. Ela acordou muito brava, irritada, chutando e batendo em quem chegava perto. E parecia acordada. Tem muito a ver com o que você relatou.
Termina uma coisa, começa outra!!! É assim! Paciência e coragem!
Bjo.

Samanta disse...

Cintya,
Minha irmã (hoje com 18 anos) sofreu de terror noturno de 1 ano e meio até os 12 anos. Lembro que meus pais levaram ela por tudo, ninguém dava um diagnóstico preciso. Só depois que tudo passou é que tivemos conhecimento desse TERROR NOTURNO.
Vc descreveu igualzihno o que ela fazia, meus pais chegavam a dar uns tapas na bunda de tantas crises por noite. Ninguém dormia, era horrível mesmo.
O que ela costumava fazer era esfregar os pés um no outro, chegavam à machucar. Hoje ela tem os ossos dos pés desproporcionais devido ela esfregar e bater tanto um no outro.
Foram anos e anos sem saber o que fazer, passaram por muitos médicos, muitos tratamentos...
Depois dos 12 tudo acalmou. Minha mãe fala que ela ainda dá uns gritos à noite e parece que chora mas não é todos os dias e não tão intenso como quando era pequeninha.

Stella disse...

aqui aconteceu algumas noites seguidas..... mandei benzer e passou... e horrível...
espero q passe logo
bjs

Anônimo disse...

Oi nossa fiquei preocupada agora, minha filha esta agindo com estes mesmos sintomas pelo menos 2 vezes na semana... tem dias em que adormece e acorda assim mais de 1 vez na noite.... vou procurar saber mais a respeito...obrigada
Lívia

Gi E Pedro disse...

Passei por isso essa semana. Nem me passou pela cabeca que poderia ser terror noturno. No meu caso, o Pedro só chorava inconsolado. Nada o acalmava! Pensei que fosse pesadelo, mas passou depois de 20 minutos. O coração da gente fica pequenino vendo tal situação! Espero que por aqui não se repita!