30 janeiro 2013

Post Especial - Imaginar, desejar ou planejar

Hoje temos um post especial da minha amiga Léa Cristofolini Maul.
Ela mora aqui na minha cidade e é amiga de longa data.
Falei dela AQUI e AQUI.
Depois de muitas tentativas naturais para engravidar, sem sucesso, ela e o marido recorreram à fertilização in vitro. E o resultado, já na primeira tentativa é essa menina linda, a Manuela.

Confiram a história emocionante dela e se inspirem.
Quando casei eu tinha 17 anos e meu marido 22 anos. Foi por amor e em “comunhão universal de dívidas”, ou seja, começamos juntos a construir uma vida a dois, sem dinheiro mas com muitos sonhos para realizar.
O principal sonho era formar uma família, com filhos, cachorro, papagaio... mas antes eu quis estudar e somente no último ano de faculdade, já com 11 anos de casados é que começamos a fazer os exames de rotina para a encomenda com a cegonha.
Para nossa tristeza e desencanto descobrimos que meu marido tinha menos de 2% de fertilidade devido à baixa produção de espermatozoides.

Muitos homens demoram ou nunca chegam a desejar realmente formar uma família, mas meu marido sempre sonhou em ter filhos como forma de se sentir completo e feliz.
Fiquei sem chão, parecia tão injusto que alguém tão cheio de afeto para oferecer a uma criança como ele, fosse privado de ter seu próprio filho.
Esperei uns meses e o convenci a começarmos o que seria uma jornada de exames e consultas médicas em busca de alguma esperança.

Depois de diferentes alternativas, incluindo 02 anos de controle hormonal e coito programado, tudo sem nenhum sucesso, ficamos cansados e decidimos entrar para a fila de adoção.
Com a sensação de termos tomado a decisão certa, começamos a pesquisar a respeito e veio então uma nova decepção ao sabermos que o tempo de espera previsto na fila de adoção era de aproximadamente 5 anos por querermos uma criança com no máximo 3 anos de idade, mesmo que independente de cor o sexo.
Foi revoltante saber que, a morosidade e burocracia do processo de adoção impede crianças carentes de amor e casais com afeto de sobra para dar, de se encontrarem e formarem um família.
Já estávamos casados há 13 anos e esperar mais 5 para ter um filho parecia insuportável. Então procuramos o melhor especialista em fertilidade da nossa região, que nos indicou a F.I.V. (fertilização in Vitro) como a única opção com chances reais de sucesso. Havia finalmente uma esperança, então resolvemos por questões financeiras, tentar uma única vez, e caso não desse certo, aguardaríamos o tempo que fosse por um filho adotivo.

Fiz uma pausa na minha vida: passei a trabalhar menos, aprendi a relaxar e deixei tudo organizado para poder dar uma “sumida” de minha empresa durante o tratamento.
Encarei tudo com alegria, apliquei sozinha as injeções diárias, tomei os remédios direitinho e fiz o repouso sugerido pelo médico após a implantação dos embriões. E rezei muito, muito, muito, para conseguir realizar este sonho e principalmente para fazer de meu marido um pai.

Treze dias depois da F.I.V, numa tarde chuvosa, estávamos eu, meu marido e minha mãe abraçados, chorando com o exame positivo nas mãos!
Dali para frente foram os meses mais felizes da minha vida até então, imaginado e planejando tudo para a chegada do nosso bebê que mais tarde saberíamos ser uma menina, que decidimos chamar de Manuela.
A gravidez passou muito rápido, mas curti cada minuto e apesar de alguns desconfortos físicos, foi tranqüila e uma época muito feliz, onde me senti abençoada.

Hoje, meu momento preferido do dia é quando faço minha filha dormir aconchegada no meu colo, sentindo sua respiração calma e totalmente entregue depois de todas as peraltices dela no decorrer do dia. Nesse momento é impossível não se emocionar e  agradecer  por ela estar aqui comigo e finalmente sermos uma família completa.

A poucos dias da Manuela completar 01 ano de vida, quando me perguntam se ser mãe foi como imaginei, minha resposta é:

- Jamais imaginei que pudesse ter depressão pós parto, aliás, qualquer tipo de depressão.
- Não esperava que minha filha pudesse nascer com refluxo severo, que nos acompanhou num desafio diário do 20º dia até os 09 meses.
- Planejei amamentar pelo menos até 01 ano e por diversos motivos não consegui passar do quinto mês.

Mas também:

- Não imaginava que um bebê pudesse unir tanto uma família e que eu passaria a amar e admirar ainda mais minha mãe e minhas irmãs.
- Nem sonhava que fosse possível sentir tanto amor, se doar tanto e com tanto prazer aprendendo a cada dia com um ser tão frágil que é um bebê.
- Não imaginava que pudesse amar meu marido ainda mais do que já amava. Mas já sabia que ele seria um pai maravilhoso como ele de fato tem sido.
- Não planejava ficar tão boba, daquelas mães orgulhosas mostrando fotos da filha no celular enquanto está na fila do supermercado.
- Não desejava incomodar tanto minha mãe pedindo ajuda e nem imaginava que ela teria tanta alegria e prazer em me ajudar (obrigada mãe).
- Sonhava em ver meu marido com nosso bebê nos braços, mas nunca imaginei que seria tão emocionante e que tantos meses depois eu ainda ficaria com os olhos marejados de vê-lo com a Manu no colo.
- Se tivesse planejado como a Manuela seria, não teria chegado nem perto da criança surpreendente e maravilhosa que ela é!

Se estamos felizes? Sim, e muito, muito mais do que poderíamos imaginar, desejar ou planejar.

27 janeiro 2013

Terrible Two

Eu já tinha ouvido esse termo, mas não tinha me aprofundado e achei que por aqui não aconteceria.
Pra quem não sabe, Terrible Two é o termo utilizado para denominar a fase entre 1 ano e 2 anos e meio, algumas vezes um pouco conturbada. 
É a fase em que a criança percebe que tem escolhas e que não precisa aceitar tudo que os adultos ordenam. Ela passa de extremos em minutos, se torna possessiva e mandona, faz mal criações e possui um imenso sentimento de frustração. É quando começam os NÃOS.

Beatriz está com quase 1 ano e 4 meses e está nessa fase.
Tira coisas do lugar, não quer comer direito, não quer sair do banho, não quer limpar o nariz, não quer trocar a fralda, não quer devolver a escova de dentes... enfim, basta contrariá-la que começam os gritos de estourar os tímpanos.
Ela se joga no chão, bate a cabeça na parede, arranha, puxa os meus cabelos, puxa os próprios cabelos.



 Não queria deixar eu tirar o guache da mão

(des) organizando a gaveta e se escondendo porque sabia que estava fazendo algo errado

Não queria devolver a escova de dentes

Não é fácil!
Mas nem todos os dias são assim. Tem dias que ela é um amorzinho. A criança mais tranquila do mundo.




Te amo minha teimosinha, birrenta linda!

23 janeiro 2013

Médico e Creche

Segunda feira foi dia de consulta de rotina e de retorno à creche.

No médico está tudo ótimo. Disse que ela está saudável, bochechuda, corada.
Que nessa idade o apetite diminui mesmo e que não é pra forçar ela a comer.

Peso: 10kg200
Altura: 76,5cm
(Dizem que a altura que a criança atinge aos 2 anos é só multiplicar por dois pra saber a altura que ela vai atingir quando adulta). Torço muito pra que até os 2 anos ela tenha pelo menos 80cm, pra ser maior que a mãe minúscula aqui.

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Na creche...
Chegamos lá e ela estranhou um pouco. Não queria ir no colo da professora nova.
Mas por sorte apareceu a antiga professora dela, da turminha do ano passado, dizendo que vai cuidar da Beatriz esse ano de novo. Fiquei bem feliz!
Mesmo assim ela foi no colo meio que resmungando. Mas nada de choro.
Na hora de ir pra casa, às 17h30: Só sorrisos! Geeente, que feliz que ela estava!
Perguntei pra profe como foi, e ela:
"Ela chorou um pouco, mas logo se distraiu com os amiguinhos. Ela comeu, mas sozinha. Não quis comidinha na boca. A gente tentava dar e ela dizia NAO. E não dormiu. Nada. Todas as crianças estão pilhadas hoje."

E aí que coloquei ela no carro e a bichinha caiu no sono.
Sorte que aqui tudo é perto e em menos de 5 minutos estávamos em casa. Acordei ela, pra não estragar o sono da noite. Tadinha! Dá dó fazer isso, mas não tive outra escolha.
Aí ela pegou no sono 20h30, no carro e dormiu até meia noite. Acordou chorando, mamou, quis brincar, ignoramos, dormiu novamente até 07horas.
E hoje acordou aos prantos, mordendo a mão, rangendo os dentes. Fico só de olho na babá eletrônica, esperando ela dormir novamente. Mas às vezes, como hoje, não tem jeito.
Só Nenedent e Alivium ajudam. E voltar a dormir que é bom, NADA.
 
Essa é a minha visão todos os dias de manhã (quando não tem cama compartilhada e nem bebê chorando em pé no berço)

E por aí, o que vocês fazem quando os dentinhos incomodam tanto assim?

22 janeiro 2013

E o desmame?

Olá meninas!!!! Quanto tempo que não passo por aqui pra deixar um post!
É que a correria está grande, e no fundo, no fundo não tenho lá grandes novidades.


A maior novidade do momento é o desmame.
INFELIZMENTE and FELIZMENTE Beatriz está desmamando sozinha.
Digo "infelizmente" porque queria E MUITO continuar amamentando até os 2 anos dela.
"Felizmente" porque percebo que não vai ser nada radical e nem sofrido pra ela. Mas pra mamãe aqui vai!
Nossa, já sinto saudades dos momentos em que ela mamava durante meia hora, quietinha, como um anjinho em meus braços.
Hoje ela mama quando acorda, muito raramente depois do almoço e mais 1 ou 2 vezes de noite.
Salvo a mamada antes de dormir (que também não é toda santa noite), as outras são breves mamadas, com perninhas inquietas e criança querendo mamar e sair pra explorar o mundo ao mesmo tempo.
Tem noites que ela quer peito a toda hora, mas essas são aquelas noites de dodói e o peito serve só como calmante. É mais o contato, o cheiro que vale nesse momento.
E assim vamos seguindo. Percebo que não chegarei aos 2 anos amamentando. Mas valeu! Todo o esforço, todo o sofrimento inicial, tudo valeu a pena! Sentir minha pequena nos meus braços, dando e recebendo amor nesse momento mágico que é a amamentação está se tornando algo muito especial e raro. Então vou curtir muito esses nossos últimos meses assim, mas já com muitas saudades.

Bom, fora a história do desmame tenho mais algumas novidades:

Uma semana de noites mal dormidas, cama compartilhada e choradeira. Não sei se devido aos dentes ou alguma outra coisa.
Só sei que durante o dia ela tem rangido bastante os dentes e comido pouco.
Ai! Essas noites assim acabam com a gente! Que logo melhore...

E a novidade mais fófis de todas:
Ela me chamou de "Mêmi".
Outras vezes de "Mama", "Máin", "Mein"...
Não é direto e nem quando eu quero. É quando ela quer.
Mas que é muito fofo, isso é!

Beijos meninas!



10 janeiro 2013

Sapatinhos à venda

Meninas,
tenho alguns calçados da Beatriz que estou colocando à venda aqui no blog e no facebook.
São calçados utilizados pouquíssimas vezes ou nunca utilizados, portanto, em ótimas condições.
Os preços estão bem abaixo do que paguei.
Dêem uma olhada e caso se interessem me mandem um e-mail: cintyalenzi@yahoo.com.br
O frete é grátis.

SAPATILHA PAMPILI Tigresa Rosa (Com Caixa)
Tamanho 16
Preço: R$ 40,00
Obs: Nova (nunca usada)


SAPATILHA KLIN Preta com Renda (Com Caixa)
Tamanho 02
Preço: R$ 40,00
Obs: Usou apenas 1 vez



SANDALIA KLIN Rosa (Com Caixa)
Tamanho 03
Preço: R$ 40,00
Obs: Usou apenas 1 vez
 


TÊNIS ADIDAS Branco com Rosa (Com Caixa)
Tamanho 15
Preço: R$ 40,00
Obs: Semi Nova



TÊNIS PAMPILI Rosa (Sem Caixa)
Tamanho 16
Preço: R$ 40,00
Obs: Nova (nunca usada)


Beijos a todas!

08 janeiro 2013

Tô de volta

Olá!!! Estou de volta!
Na verdade, durante as férias não abandonei a blogsfera. Passei em todos os cantinhos pra ler as novidades, mas quase não comentei e resolvi que pelo menos ía me desconectar no sentido de fazer posts.
E consegui. Mas senti uma falta!!! Como é que pode isso? Vicia esse troço...

Bom, nossas férias foram bem light e nem viajamos.
Mas deu pra curtir a família e isso é o que importa.

Novidades não tenho muitas, só que a Beatriz está cada dia mais esperta, querida, amorosa... uma delícia!
E crescendo... como crescem rápido essas pessoinhas!

E por isso estamos pensando em trocar o bebê conforto por uma cadeirinha, mas não temos noção de qual comprar. Queremos uma com preço razoável que possa ser utilizada por bastante tempo.
Alguém aí que possa dar uma sugestão?

Bom, é isso.
Fiquem com algumas fotinhos das nossas férias.
Beijos e bom retorno ao trabalho!




 








06 janeiro 2013

Estava devendo essa - O SONO

Vocês lembram do meu relato sobre a falta de sono da Beatriz?
Se não, vejam AQUI.

Foi uma fase bem difícil, SIM!!! 
E aí, lembram do post falando que ela dormiu a noite toda? AQUI

Pois é...
as coisas de repente aconteceram e a partir de lá ela teve noites inteiras de sono. Tudo de uma só vez:
desmame da madrugada, ir pra cama mais cedo, dormir direto e acordar entre 07h e 09h feliz.
Não sei ainda, mas tô achando que uma grande culpada das noites mal dormidas da minha filha é a RINITE.
Agora no verão ela está sem nenhum medicamento e percebo que seu nariz anda muito mais limpinho, sua respiração mais leve e consequentemente seu sono mais profundo.

E eu adoro ficar olhando pra esse anjinho dormindo...



Não preciso nem dizer que o meu sono está bem melhor também, né?
É claro que não durmo a noite inteira. Dou algumas acordadas pra olhar na babá, se está tudo bem.
Mas não tem comparação com o que era antes, isso eu posso afirmar.

E o que eu posso falar pra vocês, mamães boladonas na madrugada, é que não façam nada radical e que não esperem resultados imediatos. Aos pouquinhos eles vão entrando nos eixos e entendendo o que é melhor pra eles. Mas lógico, as mudanças devem partir de vocês, gradativamente.
FORÇA NA PERUCA!

Beijos

24 dezembro 2012

Mamães, treinantes e gravidinhas

Quero deixar aqui meus sinceros votos de um Feliz Natal e um Ano Novo maravilhoso para todas as minhas seguidoras!

Para as mamães: Que curtam muito seus filhos nessas festas de final de ano e se divirtam bastante nas férias.

Para as treinantes: Aproveitem esse Natal pois pode ser o último sem um bebê chorando e alegrando a família. Que o ano novo traga esperanças e forças renovadas para sua caminhada rumo à maternidade.

Para as grávidas: Acredite: o Natal do ano que vem será infinitamente mais especial e feliz que o Natal desse ano. Mesmo assim aproveite bastante o único Natal com seu filhote dentro do seu ventre.

E para quem não se encaixa em nenhuma descrição acima eu também desejo um FELIZ NATAL!!!!!!



Beijos e até 2013!

19 dezembro 2012

Pra você, é estranho?

É estranho...Antes de engravidar ouvia e lia muita coisa sobre amamentação, desde relatos até entrevistas com pediatras.Só encontrava histórias bonitas, motivadoras, recomendações para amamentar até os 2 anos, se possível.

Recomendações da OMS, extraídas do site www.leitematerno.org:


Desde 1991, a Organização Mundial de Saúde, em associação com a UNICEF, tem vindo a empreender um esforço mundial no sentido de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno.As recomendações da Organização Mundial de Saúde relativas à amamentação são as seguintes:
·         As crianças devem fazer aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses de idade[1]. Ou seja, até essa idade, o bebé deve tomar apenas leite materno e não deve dar–se nenhum outro alimento complementar ou bebida.
·         A partir dos 6 meses de idade todas as crianças devem receber alimentos complementares (sopas, papas, etc.) e manter o aleitamento materno.
·         As crianças devem continuar a ser amamentadas, pelo menos, até completarem os 2 anos de idade.

Então...
é estranho... você engravida, faz um p*** esforço pra conseguir amamentar, perde inúmeras noites de sono pra nutrir seu bebê com o que há de melhor pra ele, se doa, cria um vínculo de amor que só quem amamenta consegue explicar... e isso durante 6 meses... um ano... um ano e meio... dois anos...se achando a super mãe!

E quando alguém lhe pergunta: "Você ainda amamenta?"
Você responde toda orgulhosa: "SIMMMMM!!!"

E o que recebe em troca? Um olhar de estranheza, de reprovação.

Não dá vontade de dar na cara?

Sério.
Eu NUNCA ouvi alguém (fora a minha família) me dizer: 
Nossa, que lindo que você ainda amamenta!
OU
Poxa! Parabéns pelo seu esforço!
OU 
Que super mãe é você!

E mostrar os peitos na tv, na revista, fazer topless na praia, sair pelada no carnaval... 
ISSO SIM É NORMAL, NÉ?

13 dezembro 2012

Amor sem limites

Durante a gestação o amor vai surgindo, aos pouquinhos, devagar, silencioso, juntamente com a barriga. Conforme esta vai se tornando visível ao mundo, assim também o amor vai se fazendo ser visto.

E quando a gente menos percebe, tudo que fazemos ou pensamos durante as 24 horas de um dia são relacionadas ao pequeno ser dentro do ventre. E tudo isso é maravilhoso. Poder sentir o crescimento de um filho e de um amor tão forte é uma sensação sem igual.

E quando a gente pensa que o amor já chegou no seu limite de crescimento então somos arrebatadas completamente ao ouvirmos o choro mais lindo do nosso mundo e ao conhecermos o rostinho da nossa cria. É mágico! E a partir daí, como se já não fosse mais possível,  o amor cresce numa velocidade enorme que chega a doer dentro do peito. E acredito que será assim pra sempre: um sentimento de amor transbordando pra tudo que é lado, sem limites.



Te amo minha branquinha!