Não
podia deixar de postar sobre esse assunto, ainda mais agora que tenho quase
certeza de que a Beatriz sofre com esse distúrbio frequentemente.
Pesquisamos
muito a respeito, pois as crises são apavorantes e os médicos dizem que é
normal, que tem que esperar, pois com o tempo as crises diminuem. Mas na
prática é impossível ignorar a crise.
Vou
contar como tudo começou:
A
Beatriz nunca foi de ter noites ótimas de sono, desde que nasceu. Até completar
1 ano e meio quase dava pra contar nos dedos as noites inteiras de sono. Mas
nessa época as acordadas eram porque ela queria mamar, receber aconchego. Então
de repente as acordadas começaram a ficar diferentes: ela sentava ou ficava em
pé no berço e começava a gritar muito, um grito de pavor, diferentemente de um
grito de dor, de tristeza, de manha. Junto com os gritos ela se jogava na cama,
se arranhava o rosto, se mordia e puxava os cabelos, suando muito e com o
coração disparado.
No
início pensávamos que era o terrible two, manha, falta do peito... mas era tudo
muito intenso pra ser só isso.
Então,
sem saber direito o que estava acontecendo íamos convivendo com as crises, às
vezes 1 hora após ela pegar no sono, às vezes no meio da madrugada e outras de
manhã cedo. A nossa primeira ação é sempre acender a luz, conversar, acalmar
com palavras e depois pegar no colo. NADA disso adianta. A criança parece que
está acordada, aos olhos de um leigo, pois está de olhos abertos na maioria das
vezes, mas o fato é que ela está dormindo e não tem noção do que está
acontecendo. De olhos abertos, olhando pro nada, parece não nos reconhecer e se
a pegamos no colo ela se debate ainda mais, chuta, arranha. Mas sempre precisamos
pegar no colo e imobilizar os braços, pois ela se machuca muito se deixamos
livre, infelizmente.
As
crises por aqui duram bastante. Já cheguei a ficar segurando ela por quase meia
hora nessa situação. Quase choro junto, tamanho é o desespero dela.
E as crises terminam de repente, do nada, e ela age como se nada tivesse acontecido.
E as crises terminam de repente, do nada, e ela age como se nada tivesse acontecido.
Aí, analisando cada crise, horários em que acontecem, situações pelas quais ela passou durante o dia, quase podemos concluir que:
- se ela tiver um dia ou noite muito estressante ou excitante é bem provável que tenha crise de madrugada.
- se ela chorar (se estressar) durante o banho também é bem provável que tenha a crise. E o pior é que ela não gosta muito de tomar banho e pra que ela não chore tem que sempre inventar alguma coisa diferente, como por exemplo um banho de espuma, um local diferente da casa pra tomar o banho, uma pessoa diferente pra dar o banho...
- se ela tiver um dia ou noite muito estressante ou excitante é bem provável que tenha crise de madrugada.
- se ela chorar (se estressar) durante o banho também é bem provável que tenha a crise. E o pior é que ela não gosta muito de tomar banho e pra que ela não chore tem que sempre inventar alguma coisa diferente, como por exemplo um banho de espuma, um local diferente da casa pra tomar o banho, uma pessoa diferente pra dar o banho...
E aí, alguém já passou ou ainda passa por isso? Por favor, divida sua experiência comigo.
Pra
saber mais sobre o Terror Noturno Infantil clique AQUI.







